sábado, 14 de novembro de 2009

Peixe Serra



Os peixes-serra são os representantes da ordem Pristiformes e da família Pristidae, classificados entre os peixes batoides, ou seja, as raias. A sua característica principal é a maxila muito alongada, com dentes iguais colocados regularmente nos bordos exteriores[1].

Esta característica é semelhante à dos tubarões-serra, da ordem Pristiophoriformes, mas os peixes-serra, como todos os batoides, têm a cabeça achatada dorsiventralmente, com as fendas branquiais na face ventral. Atingem grandes tamanhos e são ovovivíparos.

Habitat
Os peixes-serra são encontrados em áreas costeiras tropicais e sub-tropicais de todos os oceanos. São encontrados também nas baías e nos estuários. São demersais e alimentam-se de pequenos peixes e crustáceos.

O nome
Os nomes "serra" e "peixe-serra" são também usados vulgarmente para espécies do género Scomberomorus, da família dos atuns[2].

Tubarão-serra é o nome vulgar duma outra ordem de peixes cartilagíneos, os Pristiophoriformes.

Baiacu



Baiacu, peixe-balão ou Fugu (ainda que este termo se aplique mais ao género zoológico Takifugu) é a designação comum a diversos peixes da ordem dos tetraodontiformes, comuns na fauna fluvial da América do Sul e, mais especificamente, do Brasil. O termo é utilizado, na linguagem corrente, para designar, especficamente, as espécies desta ordem que têm a propriedade de inchar o corpo quando se sentem ameaçadas por um predador ou outro factor (nesta acepção designam-se também como sapos-do-mar).

Assim, o termo pode referir-se a:

De um modo mais geral, aos Tetraodontiformes, incluindo os:
Ostraciidae, como:
Baiacu-cofre (Lactophrys trigonus Linnaeus, 1758)
Baiacu-de-chifre
Baiacu-caixão - o mesmo que Baiacu-cofre
Diodontidae (baiacu-de-espinho), incluindo:
Chilomycterus spinosus
Chilomycterus antillarum
Chilomycterus antiga
Diodon hystrix
O termo aplica-se, geralmente, mais especificamente, aos Tetraodontidae, como acontece nas espécies:
Baiacu-açu (Colomesus psittacus (Bloch & Schneider, 1801))
Baiacu-ará
Baiacu-areia
Baiacu-bubu
Baiacu-de-água-doce
Baiacu-dondom - o mesmo que Baiacu-ará
Baiacu-franguinho
Baiacu-garajuba - o mesmo que Baiacu-ará
Baiacu-guarajuba - o mesmo que Baiacu-ará
Baiacu-liso - o mesmo que Baiacu-ará
Baiacu-panela
Baiacu-pinima

Peixe Palhaço



Peixe-palhaço, peixe-das-anêmonas ou peixe-picha é o nome vulgar das espécies da subfamília Amphiprioninae na família Pomacentridae. Existem cerca de 27 espécies, uma das quais pertence ao gênero Premnas, pertencendo os outros ao gênero tipo Amphiprion. Deve o seu nome à forma desalinhada como nada.

As espécies assim designadas são nativas de uma vasta região compreendida em águas tépidas do Pacífico, coexistindo algumas espécies em algumas dessas regiões. São famosos devido à relação ecológica de comensalismo que estabelecem com as anêmonas-do-mar ou, em alguns casos, com corais. As anémonas providenciam-lhes abrigo, apesar dos tentáculos urticantes a que são imunes, devido à camada de muco que os reveste. O peixe-palhaço esconde-se dos predadores nas anêmonas.

Em geral, em cada anémona existe um "harém" que consiste em uma fêmea grande, um macho menor e outros machos não reprodutivos ainda menores. No caso de a fêmea ser removida, o macho reprodutor muda de sexo, num processo dito protandria, e o maior dos machos não reprodutivos torna-se reprodutivo.

Nemo, o protagonista do filme Finding Nemo(Procurando Nemo) é um peixe-palhaço.

Orca



A orca (Orcinus orca) é o membro de maior porte da família Delphinidae (ordem dos cetáceos) e um predador versátil, podendo comer peixes, moluscos, aves, tartarugas, ainda que, caçando em grupo, consigam capturar presas de tamanho maior, incluindo morsas e "baleias". O nome provém da tradução direta do inglês "killer whale". Está, portanto, no topo da cadeia alimentar oceânica. Pode chegar a pesar nove toneladas. É o segundo animal de maior área de distribuição geográfica (logo a seguir ao homem), podendo encontrar-se em qualquer um dos oceanos.

Têm uma vida social complexa, baseada na formação e manutenção de grupos familiares extensos. Comunicam através de sons e costumam viajar em formações que assomam ocasionalmente à superfície. A primeira descrição da espécie foi feita por Plínio, o Velho que já a descrevia como um monstro marítimo feroz. Até hoje só houve um caso de ataque a seres humanos que foi na Malásia em 1928 a um pescador que atacou quatro desses animais que revidaram atacando o barco e matando o pescador, ainda que se saiba de alguns casos de agressões aos seus treinadores em parques temáticos. Tanto vivem no mar alto como junto ao litoral.

O nome orca foi dado a estes animais pelos antigos romanos, em princípio, derivado da palavra grega ὄρυξ que (entre outros significados) se referia a uma espécie de baleia.

"Baleia assassina" é outro dos nomes mais vulgares. Contudo, desde a década de 1960, a comunidade científica (principalmente a anglófona) passou, de novo, a utilizar mais frequentemente "orca", que apesar de ter origem "erudita" foi rapidamente aceite pela população em geral que foi adotando cada vez mais o termo. As razões para esta mudança de nomenclatura popular também está ligada ao fato de os leigos terem começado a interessar-se mais pela espécie, aprendendo, por exemplo, que este animal não é, de fato, uma baleia, mas sim um golfinho. A palavra orca era já comum noutras línguas europeias - o aumento de pesquisas científicas sobre a espécie ajudou também a criar uma certa convergência na forma de nomear este cetáceo. Outra razão relaciona-se com o adjetivo "assassina" que parece ter implícita a ideia errónea de que seria letal para os seres humanos.[1] Orca é, quanto a isso, uma opção vocabular mais neutral.

Um grupo de orcas pode, de fato, matar uma grande baleia. Sabe-se que os marinheiros espanhóis do século XVIII designaram estes animais de asesina de ballenas por esta razão. O termo foi, depois, mal traduzido para inglês como "killer whale" - designação imprópria, mas que se tornou tão frequente que os próprios espanhóis (e portugueses) adoptaram a "retradução".

Há quem continue a preferir este nome, argumentando que descreve bem um animal predador de outros, incluindo outros cetáceos. Além do mais, esta designação não provém, provavelmente, apenas do termo utilizado pelos marinheiros espanhóis. O nome do seu género biológico,"Orcinus" significa "do Inferno" (ver Orcus) e, ainda que o termo "orca" (usado desde a antiguidade) não esteja, provavelmente relacionado etimologicamente, a assonância poderá ter levado as pessoas a pensar que significaria "baleia que traz a morte" ou "demónio do Inferno".

É interessante verificar que línguas não-europeias continuam a designar este animal com termos igualmente intimidantes. Para o povo Haida das Ilhas da Rainha Carlota ao longo da costa da Colúmbia Britânica, a orca é conhecida como skana ou "demónio assassino". Os japoneses chamam-na de shachi (鯱), cujos caracteres kanji combinam os radicais para peixe (魚) e tigre (虎)

Piranhas



Na realidade trata-se de um peixe muito voraz, predador e com mandíbulas fortíssimas, a força da mordida da Piranha é considerada como proporcionalmente a de um BulDog. As piranhas são um grupo de peixes carnívoros de água doce que habitam alguns rios da América do Sul. Eles pertencem a cinco gêneros da subfamília Serrasalminae (que também inclui peixes como pacus e dourados).

O nome piranha vem de uma idioma híbrido formados das línguas Tupi-guarani; pode ter sido originado da composição das palavras 'pirá', significando 'peixe', e 'sanha' or 'ranha', significando 'dente'. Alternativamente, ele pode ser sido originado do Tupi 'pirá' ('peixe') e 'ánha' ('corte'). Temperatura/ Reprodução/ Origem/ Ph/ Dh/ Iluminação/ Alimentação 25 a 27 G/ Ovipara / Brasil /6.6 /6/ Média, 10 hs Dia/Carne

Tubarão Branco



O tubarão-branco (Carcharodon carcharias) é uma espécie de tubarão lamniforme, sendo o peixe predador de maiores dimensões existente na atualidade. Um tubarão-branco pode atingir 7,5 metros de comprimento e pesar até 2,5 toneladas. Esta espécie vive nas águas costeiras de todos os oceanos, desde que haja populações adequadas das suas presas, em particular pinípedes. Esta espécie é a única que sobrevive, na atualidade, do gênero carcharodon.

A espécie Carcharodon carcharias recebe inúmeros nomes ao longo de sua área de distribuição. Em espanhol, as denominações mais comuns são tiburón blanco (tubarão-branco) e gran tiburón blanco (grande tubarão-branco) (esta última influenciada pelo nome oficial em inglês, great white shark).[1]

Na Espanha, a denominação tradicional de origem medieval o identifica como jaquetón (aumentativo de jaque, xeque em português), nome que acompanhado de distintos adjetivos se aplica também a muitas outras espécies da família Carcharhinidae. Existe também o nome jaquetón blanco (jaquetón-branco), derivado da fusão entre o nome anterior e o tiburón blanco (tubarão-branco), mais popular na atualidade. O nome de marrajo, como é chamado às vezes em países de língua espanhola, pode levar a confusões com outras espécies de tubarão.

No Uruguai, é dado também o nome de "africano" a esta espécia. Em outros países existem denominações mais truculentas como "devorador de homens", em Cuba. Neste último país, também é conhecido como jaquetón de ley (jaquetón de lei), nome que, na Espanha, fica reservado para a espécie Carcharhinus longimanus.

Características gerais
Os tubarões brancos caracterizam-se pelo seu corpo fusiforme e grande robustez, em contraste com as formas espalmada de outros tubarões. O focinho é cónico, curto e largo. A boca, muito grande e arredondada, tem forma de arco ou parábola. Permanece sempre entreaberta, deixando ver, pelo menos, uma fileira de dentes da mandíbula superior e uma dos da inferior, enquanto a água penetra nela e sai continuamente, pelas brânquias. Se este fluxo parasse, o tubarão afogar-se-ia, por carecer de opérculos para regular a passagem correcta de água, e afundar-se-ia na mesma, já que ao não possuir bexiga natatória vê-se condenado a estar em contínuo movimento para evitar afundar-se. Durante o ataque, as mandibulas abrem-se ao ponto de a cabeça ficar deformada e fecham-se imediatamente de seguida, com força 300 vezes superior à da mandíbula humana. Os dentes são grandes, serrados, de forma triangular e muito largos. Ao contrário de outros tubarões, não possuem qualquer espaçamento entre os dentes, nem falta de dente algum, antes, têm toda a mandibula repleta de dentes alinhados e igualmente capazes de morder, cortar e rasgar. Atrás das fileiras de dentes principais, este tipo de tubarão tem duas ou três a mais em contínuo crescimento, que suprem a frequente queda de dentes com outros novos e vão-se substituindo por novas fileiras ao longo dos anos. A base do dente carece de raiz e encontra-se bifurcada, dando-lhe uma aparência inconfundível, em forma de ponta de flecha.